sábado, 4 de julho de 2020

Epidemia

Fechei a porta,
não saí,
não vivi,
Esperei.

Na porta batem,
Abri,
Recebi,
e com cuidado, amei.

Evitei o mundo,
Mas ele está fundido em mim,
E aí me questionei:
O que fazer?

Vi as pessoas vivendo,
E ouvi suas conspirações.
Tive medo de perder quem amo
E de me perder na solidão

Segui enviando carinho
Corpo distante,
Coração inquieto.
Pensando em quem não está perto.

Aprendendo a viver de boa
Com aquela pessoa
Que não quer prevenção.

Com isso tenho aprendido
Que independe o indivíduo no meio da multidão.

Mas é difícil ficar consciente,
E evoluir frente ao indiferente
Vedado pela razão

Mesmo isolado numa ilha
A gente é uma grande família
Que respira o mesmo ar.

Mas a crescente intolerância
Me faz ver a importância
Da palavra respeitar

Sigo cuidando de mim
E de quem precisa ir e vir
Nao quero somar mais um
Muito menos subtrair

A ciência é o caminho
Pra vencer a pandemia
Mas não se pode esquecer
Das mesas e vidas vazias.

Vamos ajudar com alimentos
Com palavras e atitudes
Desemprego, fome, e ódio
Se combate com virtudes.

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